A Arte Judiciária apresenta, em termos de cerâmica, duas tipologias distintas: os painéis cerâmicos, em relevo ou não, e as composições em mosaicos.
Destinam-se, maioritariamente, a cobrir áreas extensas, quer no interior, quer no exterior dos edifícios. Assim painéis cerâmicos aparecem em galerias e pátios exteriores, átrios de entrada, passos perdidos, zonas de circulação e salas de audiências.
Existem cerca de 60 painéis cerâmicos de vários autores e 6 grandes composições em mosaicos, todas de António Lino, nos tribunais de Aveiro, Elvas, Figueira da Foz, Guarda, Olhão e Santa Comba Dão.
Para além das obras de arte em cerâmica, os tribunais recorrem, com alguma frequência, a revestimentos azulejares e a silhares decorativos nas suas áreas públicas de circulação.
A Arte Judiciária conta com a presença de grandes ceramistas do séc. XX.:
O Palácio da Justiça de Coimbra possui, nesta área, um espólio que pela sua antiguidade, diversidade e qualidade se destaca amplamente dos outros tribunais. Trata-se de um conjunto de 34 silhares de azulejos figurativos que decoram profusamente o claustro e as escadarias. São de Jorge Colaço, de 1934;
Na década de 60 e 70 a arte judiciária conta com obras de artistas como Jorge Barradas, o qual assina 13 obras entre o Tribunal da Comarca de Ovar (6), o Palácio da Justiça de Lisboa (4), o Tribunal do Cartaxo (1) e o Tribunal da Comarca de Tomar (2); Júlio Resende e Querubim Lapa assinam 6 painéis cada no Palácio da Justiça de Lisboa; entre outros autores com obras pontuais como Luciano Santos (2), Estrela Faria (1), Mário de Oliveira (1) e Fernando Fernandes (1);
A década de 90 tem como destaque o enorme painel de Júlio Pomar na Moita e os de Eduardo Nery em Setúbal.