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A escultura é das áreas mais representativas na arte judiciária e onde esta assume um carácter mais individualizado e visível em termos iconográficos. Efectivamente os tribunais possuem uma larga colecção de estátuas e esculturas em relevo que personificam a Justiça, a Lei, o Direito, entre outras temáticas relacionadas, recorrendo repetitivamente a um conjunto de símbolos iconográficos tipificados, onde se destacam a balança, a espada e as tábuas da lei. A Arte Judiciária apresenta 3 áreas em termos de escultura: A escultura de vulto (estátuas) - a maioria localizada em áreas exteriores com visibilidade junto aos edifícios, como a fachada principal, a escadaria de acesso, os jardins frontais ou, já no interior, nos átrios de entrada.
A escultura em relevo - composições de altos, médios e baixos relevos são geralmente colocados tanto no interior como no exterior, a enriquecer fachadas principais e laterais, átrios de entrada e salas de audiências.
Bustos retratos de personagens relacionadas com a área da Justiça e do Direito. Nos tribunais existem 7 bustos/retratos, 3 deles do antigo Ministro da Justiça Antunes Varela e 1 do Ministro Manuel Rodrigues. Por se tratar de homenagens directas a personalidades do Estado Novo, estes bustos foram atacados e retirados no período do Pós 25 de Abril e, só posteriormente, recolocados nos locais de origem.
Os tribunais possuem cerca de 175 esculturas, num total de 73 esculturas de vulto e 102 esculturas em relevo. Os materiais mais comuns são a pedra e o bronze, existindo, no entanto, uma grande diversidade de materiais utilizados, tal como a madeira, o cobre, o ferro, o gesso, a fibra e o betão. Mais de meia centena de escultores assina obras para os tribunais: Euclides Vaz com 17 obras (13 relevos e 4 estátuas), António Duarte com 14 (8 relevos e 6 estátuas), Joaquim Correia com 12 (6 relevos e 6 estátuas), Gustavo Bastos com 8 (6 estátuas e 2 relevos) e Barata Feyo com 8 estátuas são os mais representativos, entre outros nomes da escultura contemporânea como Arlindo Rocha, Eduardo Sérgio, Leopoldo de Almeida, Martins Correia, Eduardo Tavares, Charters Almeida, Lagoa Henriques, etc. Três arquitectos da Justiça: Januário Godinho, Amoroso Lopes e Rodrigues Lima assinam composições escultóricas para os tribunais que conceberam.
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