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O Bom e o Mau Juiz Díptico em acrílico sobre tela, assente no topo da Sala de Audiências do Tribunal Judicial de Montemor-o-Novo. Lima de Freitas, 1991. Assinado e datado (na legenda). Descrição: Composição que retrata a temática do Bom e do Mau Juiz, assumindo-se como uma homenagem ao famoso fresco medieval dos Paços de Audiência de Monsaraz, conforme atesta a legenda, no primeiro painel: "homenagem ao pintor desconhecido que pintou no séc.XV em monsaraz o bom e o mau juiz". O Paço de Audiência de Monsaraz constitui o mais antigo imóvel afecto a funções públicas, datando da transição do século XIV para o século XV, tendo sofrido alterações profundas na primeira metade do séc. XIV. Era destinado à prática da Justiça, conforme se afere pelo fresco do Bom e do Mau Juiz, uma obra pictórica sem paralelo, no seu género, em Portugal. A obra é composta por dois painéis. O primeiro retrata, ao centro, o juiz justo, sentado, portando toga vermelha, a Vara da Justiça e com a mão no peito em sentido da verdade. À sua frente, um homem em audiência, apela à Justiça e, por trás, o oficial que regista por escrito toda a sessão. O segundo painel retrata o Juiz corrupto, trajando de verde, com duas faces, um demónio por detrás, aceitando perdizes (símbolo da corrupção) e dinheiro às partes. Ao contrário do fresco de Monsaraz, ainda de características medievais, apresentando uma composição delineada por uma moldura pictórica em dourados, a versão de Lima de Freitas insere a acção numa moldura arquitectónica (arcadas de decoração renascentista), que abre para um fundo em perspectiva de paisagens campestres. Em relação ao fresco de Monsaraz, foi suprido todo o elemento superior relativo a Cristo-Juiz Supremo, bem como o par de anjos que acompanham o Bom Juiz, tendo sido substituídos por um arco-íris, que parece assumir-se como uma espécie de auréola. 2,27m x 3,80m (cada tela mede 2,27m x 1,90m)
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