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João das Regras

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Tapeçaria - PJ Lisboa - Amândio Silva

João das Regras e a Revivescência do Direito

Tapeçaria de Portalegre instalada no topo da Sala de Audiências da antiga 4ª Vara do Palácio da Justiça de Lisboa.

Amândio Silva, 1970. Datada e assinada.

Descrição: Composição figurada representando num plano central, destacado das restantes personagens, a figura de João das Regras, legista, trajando uma túnica académica, segurando, na mão direita, um diploma, representativo da sua argumentação que, nas Cortes de Coimbra, rebateu, um por um, todos os pretendentes ao trono português na crise dinástica de 1383-1385, conduzindo ao trono D. João I, então Mestre de Avis. Junto a si, em grande destaque, a bandeira nacional daquele período alude ao episódio e ao patriotismo que ele encerra. Num plano secundário, estão representados: do lado direito, João das Regras em plena arguição durante as Cortes de Coimbra de 1385 e do lado esquerdo, o corolário dessa famosa intervenção, a coroação do Mestre de Avis como Rei de Portugal.

Ao fundo duas legendas clarificam e enriquecem a temática representada: o nome "João das Regras" aparece a identificar a personagem central e a frase "1385, o homem a hora são um só quando deus faz e a história é feita, 1433" alude ao início e fim do reinado de D. João I, o fundador da segunda dinastia.

A composição apresenta um certo cariz modernista. O fundo e as personagens aparecem retalhados por um conjunto de elementos geométricos, coloridos, não regulares, que preenchem os planos e conferem à tapeçaria uma riqueza e dinâmica compositiva. A paleta é rica, diversificada, com cores fortes onde predominam os azuis e os vermelhos.

 

 

Custo de execução da obra: €150,00 (30.000$00) a pagar ao artista pelo cartão e €300,00 (60.000$00) a pagar aos fabricantes pela execução das mesmas (correspondente ao valor de €10 por cada m2).




 

2,89m x 4,99m

Para execução das obras de arte do Palácio da Justiça de Lisboa foram aprovados valores fixos unitários por tipologias de obras de arte e aplicados a todos os artistas plásticos indistintamente da sua "cotação" artística, com excepção de Guilherme Camarinha e de Barata Feyo, cujo renome e o facto de presidirem à Comissão para as Obras de Arte do Palácio da Justiça, lhes valeu um pagamento acima da média.

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